A invasão da Rússia à Ucrânia, a 24 de fevereiro, gerou uma onda de solidariedade um pouco por toda a Europa. O desporto não foi exceção, mas Sergei Palkin, CEO do Shakhtar Donetsk, concedeu uma entrevista ao the Athletic para revelar que muitas das ajudas não passaram dos anúncios públicos e não tiveram qualquer efeito.

«Existem pessoas que andam por aí a dizer que apoiam a Ucrânia, mas quando lhes perguntamos os termos concretos, desistem. Posso-vos dizer que tínhamos um contrato com um grande clube europeu que estipulava a realização de um particular ou o pagamento de €300 mil. Como é óbvio, não conseguimos marcar o jogo e com tudo isto da guerra dissemos-lhe que não precisávamos do dinheiro, mas que eles o doassem para os refugiados ucranianos. Acabaram por não pagar nem fazer a doação. Estamos a falar de um clube que tem muito dinheiro mesmo», atirou, deixando outro exemplo: «Tentámos contratar um jogador e providenciamos garantias do pagamento no espaço do ano, dada a situação que vivemos. Com quem estávamos a negociar exigiu-nos uma série de requisitos que acabámos por desistir.»

Contudo, o dirigente ucraniano também apontou alguns bons exemplos, entre os quais o Benfica.

«Existem clube que genuinamente nos ajudaram. Aceitaram jogar particulares para gerar dinheiro ou equipas como o Olympiakos, que enviou 150 kits de socorrismo para o exército, e o Benfica que enviou bastante ajuda humanitária», atirou.

Jornal A Bola

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