Supertaça Cândido de Oliveira em risco devido a protesto dos árbitros contra Pedro Proença
A realização da 48.ª edição da Supertaça Cândido de Oliveira, agendada para este sábado, 1 de agosto, no Estádio Municipal Cidade de Coimbra, entre o FC Porto e o SC União Torreense, encontra-se sob forte incerteza. O impasse deve-se à tomada de posição dos árbitros do futebol profissional, que recusaram iniciar os trabalhos da primeira ação de reciclagem e avaliação da época, em Tomar, exigindo uma retratação pública por parte do presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença.
O mal-estar na classe de arbitragem intensificou-se após a divulgação de gravações de áudio atribuídas a Pedro Proença, nas quais o dirigente profere críticas contundentes ao setor. A recusa dos juízes em entrar em campo estende-se à equipa de arbitragem originalmente nomeada para o encontro de Coimbra, liderada pelo árbitro André Narciso.
Perante a ameaça real de ausência de juízes nomeados, colocam-se em prática as disposições regulamentares das competições nacionais para situações de não comparência da equipa de arbitragem. Em última instância e para evitar o cancelamento do espetáculo desportivo, as normas preveem soluções extremas, que contemplam a indicação de elementos de recurso ou até mesmo a assunção das funções de arbitragem por representantes ou jogadores indicados por ambas as equipas, embora o adiamento da partida permaneça como alternativa ponderada caso o diferendo institucional não seja resolvido.
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