TAD dá razão a José Mourinho e anula castigo por altercação com Lucho González
O Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) deu provimento ao recurso apresentado por José Mourinho e anulou o castigo imposto pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), na sequência dos incidentes ocorridos no clássico entre o Benfica e o FC Porto (2-2), disputado a 8 de março de 2026, no Estádio da Luz.
O técnico português, que na altura orientava as ‘águias’, havia sido sancionado com 11 dias de suspensão e uma multa por alegada infração de lesão da honra e reputação. Em causa esteve uma altercação no acesso ao túnel de balneários com Lucho González, treinador-adjunto do FC Porto, a quem Mourinho dirigiu um gesto com os dedos e repetiu a expressão “és pequenino”.
No acórdão emitido pelo TAD, o tribunal concluiu que a atitude do treinador surgiu em reação direta a provocações do elemento da equipa técnica portista, que apelidou repetidamente o técnico de “traidor”, numa referência ao seu passado no comando dos dragões.
“Neste caso, afigura-se-nos que a resposta dada pelo Demandante ao juízo que, de forma provocatória, lhe foi dirigido pelo referido Luiz Oscar Gonzalez, foi adequada e proporcional, logo, lícita”, refere o texto da deliberação que anulou integralmente a sanção aplicada ao treinador.
O episódio ocorreu no final do encontro a contar para a 25.ª jornada da Liga Portugal Betclic, no qual ambos os intervenientes acabaram expulsos pelo árbitro João Pinheiro. José Mourinho, que se transferiu no final da temporada 2025/26 para o Real Madrid, viu assim o TAD dar-lhe razão no litígio disciplinar.
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