Clareiras no relvado da Supertaça pintadas de verde após fortes críticas de FC Porto e Torreense
O estado do relvado do Estádio Cidade de Coimbra, palco designado para a disputa da Supertaça Cândido de Oliveira entre o FC Porto e o SCU Torreense, gerou forte indignação e preocupação nas horas que antecederam a primeira grande decisão da época desportiva. Diante das visíveis falhas e clareiras desprovidas de vegetação, a solução adotada no recinto passou por pintar o terreno de verde para tentar disfarçar o mau aspeto visual do piso.
A degradação da superfície de jogo foi provocada pelas elevadas temperaturas registadas nas semanas anteriores, afetando o relvado sob manutenção privada. A situação levantou sérias dúvidas sobre a qualidade do espetáculo e a segurança dos intervenientes, levando ambas as equipas a ponderar abdicar do habitual treino de adaptação na véspera da partida para não deteriorar ainda mais o relvado.
Em conferência de imprensa de antevisão, o treinador dos dragões, Francesco Farioli, lamentou publicamente as condições encontradas e demonstrou preocupação com a integridade física dos jogadores, chegando a ironizar sobre ter descoberto «um novo tipo de relvado híbrido: com relva e sem relva». Apesar dos protestos dirigidos à Federação Portuguesa de Futebol (FPF), a partida manteve-se agendada para o recinto conimbricense, com recurso ao insólito retoque de tinta a marcar o arranque oficial da temporada.
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